Sometimes a man doesn’t know what to do about things and sometimes it’s best to lie very still and try not to think at all about anything.

—Charles Bukowski, Burning in Water, Drowning in Flame (via gaws)

As perguntas vão sendo respondidas por ideias, que a qualquer momento podem ser substituídas por novas, mais convincentes, que de tempos em tempos são corrigidas para acompanhar as melhores ideias do momento. Apagando as impossibilidades do passado. Não! Ele estava errado, mas também estava certo, só que nesse exato ponto ele não tem razão. Não tem mais razão, não pode existir pra minha ideia funcionar perfeitamente. A sobreposição de ideias tem o poder de modificar o passado, mudar percepções. O próprio humano burro fazendo a humanidade passar por burra. E o pior de tudo, é que ela realmente é. Ou talvez seja a mais esperta de todas. Tenha consciência de tudo, a humanidade. E no fundo talvez saiba que tem consciência de tudo, e sabe das coisas que tentam omitir, sabem os momentos em que fecham os olhos.

Ciência e religião. Esperando por uma terceira linhagem de pensamento. Religião, a mais arcaica, seria deixada pra trás. A Ciência, hoje tão considerada, viraria uma espécie de pensamento religioso. Já a terceira linha seria o pensamento menos influenciado e mais próximo da “realidade”, pelo menos sensorial, da vida na Terra. Imagino até que ponto essa multiplicação de linhagens poderia existir. Talvez pra sempre. Como somos novos nessa Terra, quanta coisa ainda está por vir, e nenhum de nós verá. O planeta se regenera e as lembranças são distorcidas, tornando tudo verdade, tudo possível. Ninguém realmente sabe como era quando não era verdade, nem possível. Somos tão espertos, sabemos de tantas coisas agora, até que uma hora apagam tudo e começam de novo. Tudo se apaga e começa de novo, melhor dizendo. É um erro do ser humano achar que as coisas são consequências de atos dos outros, e não delas mesmas. É um erro achar que se pode modificar algo a não ser si mesmo. E é um erro criar limitações como essa. O certo e o errado, o mau e o bom. Talvez não seja um erro, nenhum dos dois e nem nada que já tenha sido considerado um equívoco. Tudo pode existir, coexistir, e o maior tormento da minha mente é ser capaz de ver qualquer lado como verdadeiro. Eu posso acreditar em tudo. Posso acreditar que a mente é criadora de bloqueios, e mesmo assim não posso voar. Não sozinho. Que merda, é íncrível como a gente tem que carregar as coisas pra viver a vida. Se eu quiser voar, tenho que levar comigo toneladas de ferro. E por aqui, normalmente com muitos outros quilos só de pessoas, e seu alimento. Seus excrementos, seus meios de entretenimento. Não era para ter tido tantas rimas nessa última parte, mas tudo bem.  

(texto ridículo pra ler daqui a uns anos e ver o que era a minha mente adolescente chapada)